Um dia após ser eleito prefeito de Goiânia, Sandro Mabel
(UB), disse em entrevista exclusiva ao Mais Goiás, concedida nesta
segunda-feira (28), que decepcionou muito com o ex-presidente da República,
Jair Bolsonaro (PL), que foi seu colega no Congresso Nacional, enquanto ambos
eram deputados e mantinham uma relação próxima até o início do período
eleitoral. Mais do que as críticas, o eleito disse que a partir de agora, a
tendência é Bolsonaro “desaparecer” do mapa político.
Mabel, que em outras entrevistas disse que era chamado
carinhosamente de ‘rosquinha’ por Bolsonaro, também lembrou que recebeu um
convite para ser seu ministro quando o capitão foi eleito presidente da
República, em 2018. Entretanto, o acirramento da campanha fez com que a relação
entre ambos azedasse de vez.
Bolsonaro voltou a chamar Mabel de “rosquinha” – dessa vez
de forma pejorativa – associou o prefeito eleito a ex-presidente Dilma Rousseff
(PT) e, no domingo (27), enquanto esteve em Goiânia, disse que Caiado escolheu
o candidato errado e o chamou de “inimigo” provocando marcas na relação.
“Bolsonaro foi uma decepção pra mim enorme. Ele me conhece,
eu já ajudei ele demais, ele me chamou pra ser ministro dele e pra ele vir aqui
e ficar falando bobagem aqui, com uma conversa pra ganhar uma eleição”,
destacou Mabel durante a entrevista.
Subindo o tom contra o ex-presidente, Mabel disse que
Bolsonaro se preocupou mais com o capital eleitoral do que com a cidade. “Ele
não tava preocupado com Goiânia, quando coloca um candidato desse tipo
[referindo-se a Fred Rodrigues], sustenta um candidato desse tipo, não tá
preocupado com Goiânia, tá preocupado em fazer bases eleitorais. Ele tá pouco
se lixando com o povo de Goiânia, se a cidade ia ficar ruim ou boa, ele nem
sabia como é que a cidade tava, então pra ele qualquer um servia, ele queria ganhar
a eleição aqui”, salientou.
Ele também projetou um futuro onde Bolsonaro estará fora do
mapa político. “A tendência dele é desaparecer, porque ele, essa questão de ter
essa visão de extremismo, não ganha eleição”, destacou sinalizando um futuro
onde a direita moderada irá ser soberana.