Pelo menos 30 pessoas morreram na Faixa de Gaza neste
domingo após um bombardeio israelense atingir duas escolas de um complexo de
ensino no enclave. Outras 50 pessoas teriam ficado feridas no local, que,
segundo a Defesa Civil palestina, abriga milhares de civis deslocados pela
guerra. As Forças Armadas de Israel (FDI) disseram ter atacado “terroristas”
que estavam nas escolas Hasan Salameh e al-Nasr.
“Ao menos 30 mártires e 50 feridos, principalmente mulheres
e crianças, foram levados para o Hospital Batista após um ataque israelense com
foguetes que teve como alvo as escolas”, afirmou o porta-voz da Defesa Civil,
Mahmud Basal, em comunicado.
— Este ataque é mais uma prova de que não há lugar seguro em
Gaza. Estas duas escolas estão abrigando civis deslocados que foram forçados a
sair várias vezes, e agora até eles foram forçados a fugir outra vez — disse
Nebal Farsakh, da Sociedade do Crescente Vermelho Palestino, à al-Jazeera. —
Muitos ainda estão sob os escombros — continuou ela, que descreveu “cenas
horríveis” com “mulheres gritando” enquanto procuravam por seus filhos.
Já as FDI disseram que as instituições foram usadas “como
esconderijo” para membros do grupo terrorista Hamas. O Exército também afirmou
que, antes do ataque, “várias medidas foram tomadas para mitigar o risco de
prejudicar civis, incluindo o uso de munições precisas, vigilância e
inteligência adicional”. Em nota, as forças de segurança do Estado judeu
reafirmaram a ideia de que o Hamas opera a partir de infraestruturas civis – e
que utiliza a população palestina como “escudo humano”.