Depois de mais de um ano de impasses, um cessar-fogo entre
Israel e o grupo terrorista Hamas parece estar em vias de se concretizar nesta
segunda-feira (13). Os negociadores descrevem um avanço significativo das
conversas na madrugada.
Alguns veículos de imprensa disseram inclusive que um
rascunho do acordo final já tinha sido enviado às partes —já aprovado por Tel
Aviv e pelo grupo terrorista, de acordo com a emissora israelense Canal 12 e o
portal Al-Arabiya, respectivamente.
A informação tinha sido negada pelo chanceler israelense,
Gideon Saar, horas antes. “Israel realmente quer liberar os reféns e trabalha
duro para alcançar um acordo”, disse ele em meio a uma série de relatos
anônimos contraditórios.
O Hamas tampouco confirmou o relato oficialmente, dizendo em
comunicado apenas que a liberdade de seus prisioneiros estava próxima —um
potencial tratado envolveria, além do fim dos enfrentamentos, a libertação de
centenas de palestinos que Tel Aviv mantém em suas prisões, incluindo de réus
condenados por terrorismo.
Em troca, a facção palestina soltaria os reféns que
sequestrou no mega-ataque que foi o gatilho desta guerra e que continuam sob
sua posse. Ainda de acordo com o Canal 12, os 34 sobreviventes que tiveram seus
nomes incluídos em uma lista publicada na semana passada seriam libertados na
primeira fase do acordo.
No total, 94 das 251 pessoas sequestradas pelo Hamas seguem
presas na Faixa de Gaza, incluindo ao menos 34 cujas mortes foram confirmadas
pelo Exército israelense.