A eliminação na Copa para Noruega encerrou o pior ciclo que a
CBF proporcionou à seleção brasileira desde que o país começou a disputar
Mundiais. Foram quatro técnicos e a pior campanha da história em eliminatórias
sul-americanas, e a coroação veio com mais uma derrota para europeus no
mata-mata.
Com os próximo quatro anos que o Brasil ficará sem ganhar
uma Copa, o jejum de títulos chegará a 28 anos, o maior desde a conquista de
1958.
A julgar a desordem administrativa que reinou no futebol
brasileiro, a eliminação era o desfecho mais provável. Desde 2022, a CBF teve
três presidentes: Ednaldo Rodrigues, José Perdiz e Samir Xaud.
Ednaldo assumiu interinamente em agosto de 2021 e foi eleito
por unanimidade em 23 de março de 2022, com mandato previsto até 2026. Devido a
decisões judiciais que anularam a eleição anterior, seu mandato foi
interrompido, mas ele conseguiu retornar ao cargo posteriormente.
Perdiz, presidente do Superior Tribunal de Justiça
Desportiva (STJD), assumiu a presidência da CBF de forma interina entre o final
de 2023 e o início de 2024 durante o período de instabilidade jurídica na
entidade. Por fim, Xaud herdou o cargo em 2025 para um mandato que vai até
2029, após a saída definitiva de Ednaldo Rodrigues.
Foram quatro técnicos nesse período: Ramon Menezes, que
assumiu o cargo sem ser precedido por experiência que justificasse a escolha
dele, depois Fernando Diniz e Dorival Júnior. Dorival caiu a um ano e meio da
Copa, depois de eliminado na Copa América e de uma derrota vexatória para
Argentina por 4 a 1.
Por fim, a contratação de um dos maiores treinadores da
história, Carlo Ancelotti, deu à torcida à esperança de que o italiano
conseguiria botar ordem na completa desordem que encontrou.