Todas as escolas municipais de Goianésia deverão fazer parte
da paralização marcada para acontecer na próxima terça-feira, 28 de novembro,
em frente ao prédio da prefeitura, é o que disse uma das lideranças do
Sindicato dos Trabalhadores da Educação de Goiás (Sintego) durante um evento realizado
na Câmara Municipal na segunda-feira, 20 de novembro. A reivindicação é por
conta do não pagamento do piso salarial, que precisa ser pago aos professores,
mas que ainda não foi liquidado pelo prefeito Leonardo Menezes (PSDB).
Um documento da presidente da regional sindical de Goianésia,
Rosária Nogueira da Abadia, foi encaminhado ao promotor de justiça, Luciano
Miranda Meireles, na tarde da terça-feira, 21 de novembro, comunicando sobre a
paralização que ocorrerá no dia 28 de novembro, terça-feira. O documento pede
ajuda do Ministério Público para que a prefeitura cumpra com a obrigação
imposta pela lei nº 11.738/2008, e realize o pagamento do acréscimo de 14,95%
para o nível P-I, 40h/a, ou R$ 4.420,55, a partir do mês de janeiro e, respeitando
o plano de carreira municipal dos professores.
“O prefeito pagou apenas 7,43% retroativos a janeiro, mas
ficou faltando 7,52% ainda”, disse o documento entregue ao Ministério Público. O
ofício nº 93/2023 ainda cita que “o Sintego buscou incansavelmente um diálogo
com o prefeito Leonardo Menezes (PSDB) e também com a secretária municipal de Educação,
Elisandra Menezes, entretanto, a reivindicação já está prestes a completar um
ano no fim de 2023”, e que por conta do atraso, a alternativa que restou aos
servidores da educação é a paralização.
A assembleia e paralização da próxima terça-feira, 28 de
novembro, acontecerá em frente o prédio da prefeitura, e neste dia haverá paralização
total das aulas da rede pública municipal de Goianésia. Desde a realização da
assembleia da última segunda-feira, 20 de novembro, e desde o encaminhamento do
ofício ao Ministério Público, na última terça-feira, 21 de novembro, a Diretoria
de Comunicação da prefeitura não comentou o assunto, e não esclareceu quais
medidas seriam tomadas a fim de evitar a paralização, programada para a próxima
terça-feira, bem como não informou sobre previsão de pagamento do valor
restante aos professores da rede pública municipal.