A família do boxeador Adilson “Maguila” Rodrigues, que
morreu nesta quinta-feira (24), aos 66 anos, confirmou que o cérebro do ídolo
será doado à Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo para estudos
médicos. O lutador sofria de encefalopatia traumática crônica, ou demência do
pugilista, que acomete pessoas que sofrem traumas na cabeça.
O neurologista Renato Anghinah, que acompanhou Maguila nos
últimos dez anos, disse que os estudos irão ajudar a entender a doença que
afeta lutadores de boxe, jogadores de futebol e rugbi e também vítimas de
violência doméstica.
Há cerca de um mês, Maguila foi internado e os médicos
encontraram um nódulo no pulmão, mas não foi feita biópsia para identificar um
possível câncer por causa da debilidade do ex-lutador.
Ele manteve o bom humor e as piadas até o seu último dia,
segundo sua esposa e seu filho, Júnior Ahzura. “Ele lutou bravamente, mas não
tinha mais forcas”, disse Júnior.
“É uma honra estar falando de uma pessoa que fez parte do
Brasil, não negou, em nenhum momento, a sua origem. Só temos que agradecer,
primeiro a Deus, e a todas as pessoas que amam ele e que sempre acreditaram
nele”, disse Irani, a viúva do lutador.
O velório Maguila ocorre na Alesp nesta sexta-feira (25). A
cerimônia será encerrada ao meio-dia.