A queda precoce do Brasil perante a Noruega pela Copa do
Mundo pegou não só os torcedores de surpresa, como também os feirantes. Os
empreendedores investiram pesado em roupas e artigos da seleção canarinho e
agora devem amargar prejuízos com a queda de cerca de 80% nas vendas, conforme
estima o presidente da Associação da Feira Hippie, Waldivino da Silva.
Segundo Waldivino, os feirantes tinham a expectativa de que
o Brasil avançasse no Mundial, e, com isso, se comprometeram a fazer grandes
estoques, visto que as vitórias brasileiras movimentam todo o comércio.
“Alguns feirantes fizeram encomendas de R$ 7, R$ 8 e R$ 10
mil. Agora vem os acertos com os fornecedores, mesmo com a queda expressiva nas
vendas. O que ainda pode sair um pouco é aquela camisa azul com preto, mas a
amarela não deve sair mais”, explica.
O presidente explica que os feirantes podem tentar
comercializar o material no interior, mas que o valor arrecadado não deve ser
suficiente para arcar com os gastos da aquisição. Parte das roupas e artigos
também deve ser armazenada para a próxima Copa do Mundo, em 2030.
No entanto, além de ficar com a mercadoria e o valor
investido parados, os comerciantes correm o risco de não conseguir se desfazer
de todo o material mesmo no próximo Mundial. Isso porque possíveis mudanças no
uniforme da Seleção podem fazer com que o público perca o interesse no
vestuário “antigo”.
“O prejuízo é de mais de 70%. O feirante vai ter que
aguardar quatro anos para conseguir reaver o dinheiro investido. Não tem como
devolver o material para o fornecedor. Vai ter que fazer queima de estoque, levar
para o interior. De toda forma é prejuízo”, afirma.