A Delegacia Especializada no Atendimento ao Idoso de Goiânia
instaurou um inquérito policial para investigar um golpe milionário de
aproximadamente 30 milhões, cometido contra uma idosa por seu genro. Quem
conduz as investigações é o delegado Alexandre Bruno de Barros. A vítima, cujo
nome é preservado para não revitimizá-la, já foi ouvida pelas autoridades.
Documentos e outros elementos de provas foram juntados aos autos que o Mais
Goiás teve acesso.
Na esfera criminal, a vítima é representada pelo advogado
Luís Alexandre Rassi. O delito, “apropriar-se de bens ou rendimento do idoso”,
é previsto no Estatuto do Idoso. Em outra esfera, o Tribunal de Justiça do
Estado de Goiás (TJ-GO) determinou que o empresário preste contas do que fez
com o dinheiro que captou da sogra para investimentos e constituição de
empresas. A vítima teve de recorrer à Justiça depois de diversas tentativas,
todas frustradas, de fazer esse acerto de contas.
O advogado Leonardo Lacerda Jubé, que representa a idosa,
conta que, antes disso, fez uma notificação ao empresário, via cartório. “Ele
respondeu que não tinha contas a prestar, que se trata de uma relação familiar.
Diante disso, nos restou ajuizar a ação e a Justiça reconheceu que temos razão
em pedir essa prestação de contas, tanto que temos uma decisão favorável”,
observa Jubé.