Um motociclista de 43 anos morreu em um acidente na última segunda-feira (11), em Goiânia. A vítima trafegava pela Avenida La Paz, no Parque Industrial João Braz, em direção ao Conjunto Vera Cruz, quando perdeu o controle da motocicleta e bateu contra um veículo na pista contrária.
A colisão entrou na lista de mortes investigadas pela Delegacia Especializada em Investigações de Crimes de Trânsito de Goiânia (Dict), que registrou 254 óbitos nas vias da capital entre 2025 e 2025, sendo que 187 (73,6%) eram motociclistas.
Em 2025, a especializada investigou 203 óbitos – 154 eram motociclistas (75,8%). Neste ano, até abril, houve 51 mortes, das quais 33 (64,7%) eram passageiros ou condutores de motos. As principais vítimas são homens de 20 a 50 anos, de acordo com o delegado titular da Dict, Paulo Ludovico.
“A imprudência dos motoristas, não só dos motociclistas, é a principal causa da mortalidade no trânsito. Infelizmente, o goianiense tem, por hábito, não respeitar as sinalizações de trânsito, como os pares. Isso gera uma alta quantidade de sinistros, o que acarreta mais mortes”, explica o investigador.
Paulo explica que, além da exposição do motociclista, que não possui proteção como condutores de carro, a alta da mortalidade entre o grupo também está diretamente ligada à quantidade de entregadores por aplicativo. Entidades como a Associação dos Motoristas de Aplicativos do Estado de Goiás (Amago) estimam que apenas na Região Metropolitana de Goiânia transitem cerca de 10 mil entregadores.