Quatro investigados pelo homicídio e ocultação do cadáver de uma mulher foram presos na manhã desta quinta-feira (14/5), após uma operação da Polícia Civil. A apuração revelou o planejamento bárbaro e a execução detalhada do crime em Goiânia.
Durante a gravação da barbárie, um dos criminosos demonstra frieza absoluta ao coordenar o ato de violência extrema: “Ah, já entendi, vou ficar sem a cabeça. Tira, tira a cabeça. Eu mandei você tirar a cabeça”, enquanto manifestava o desejo de ver a atrocidade nos noticiários ao afirmar que “enquanto eu não passar esses bicho na televisão, eu não durmo, mano”.
A investigação detalhou que o crime foi motivado por uma suposta retaliação a grupos rivais. Em áudios divulgados pela corporação, um dos líderes ordena o ataque de forma pública e impiedosa, instruindo seus comparsas para que, caso a vítima tivesse ligação com a milícia, fosse executada “na cara dura lá para todo mundo ver”.
O tom das mensagens revela um domínio territorial pautado pelo terror, onde o criminoso enfatiza sua autoridade sobre a região. “Mano, é no meu nome, mano, entendeu? Bebê da milícia dentro da minha quebrada? Tá ficando é doido?”.
Segundo a polícia, a brutalidade não cessou no ato da morte. Os criminosos, que filmaram toda a ação de decapitação e posterior carbonização parcial, compartilharam as imagens como um troféu macabro. Em diálogos posteriores, o clima era de celebração e escárnio pelo sofrimento da vítima. Um dos alvos chegou a confessar que o registro visual do assassinato lhe despertava instintos sádicos, afirmando: “Nossa, que gostosinho, mano. Ela gritando assim… chega deu mais apetite na hora que eu vi esse vídeo aí”.