notícia Homem é condenado a quase 50 anos de prisão por estuprar, torturar e perseguir a esposa 17-12-2023 Homem é condenado a quase 50 anos de prisão por estuprar, torturar e perseguir a esposa

A condenação foi dada nesta quinta-feira, 14 de dezembro, mas o caso chegou ao conhecimento da Polícia Civil por meio de denúncias da companheira em outubro de 2021. Na ocasião, a vítima desistiu de uma medida protetiva contra o companheiro e teria sido forçada a morar com ele, diante de ameaças. As investigações contra o réu só começaram em setembro de 2022, quando ele descumpriu medidas protetivas e perseguiu a esposa, de 36 anos, e a filha, de 19 anos.

 

De acordo com a denúncia feita pelo Ministério Público (MP-GO), o acusado cometeu diversos crimes contra a esposa de 2009 a 2022. Ele teria estuprado a mulher, a obrigado a ter relações sexuais com outras pessoas e até com animais. Os estupros, segundo o MP, eram filmados sem a autorização da vítima. A esposa do suspeito também era ameaçada com uma machadinha. Eles conviveram como casal por 21 anos.

 

A denúncia do MP também acusa o réu de controlar ”ações, comportamentos, crenças e decisões, mediante ameaça, constrangimento, humilhação, manipulação, chantagem e ridicularização” da vítima. A condenação inclui também ameaças à filha do casal. O pai teria dito à jovem que "tem pai que mata filho". Por meio de redes sociais, o réu teria também assediado a filha. O homem está preso desde 7 de outubro de 2022, tempo que vai ser contabilizado na pena determinada pela Justiça.

 

A então defesa do homem afirmou que não teve acesso a provas periciais e por isso estava se baseando apenas nos depoimentos das vítimas como provas da acusação. O advogado do réu também teria dito que a prisão e a busca e apreensão de objetos foram feitas sem acusado como vídeos pornográficos da vítima e mensagens de ameaça contra ela e a filha. A Segunda Vara Criminal de Goianésia informou para O POPULAR nesta quinta-feira (14), que o condenado não tem defensor. O que o defendia era nomeado e renunciou. O nome do condenado não foi divulgado.