A condenação foi dada nesta quinta-feira, 14 de dezembro,
mas o caso chegou ao conhecimento da Polícia Civil por meio de denúncias da
companheira em outubro de 2021. Na ocasião, a vítima desistiu de uma medida
protetiva contra o companheiro e teria sido forçada a morar com ele, diante de
ameaças. As investigações contra o réu só começaram em setembro de 2022, quando
ele descumpriu medidas protetivas e perseguiu a esposa, de 36 anos, e a filha,
de 19 anos.
De acordo com a denúncia feita pelo Ministério Público
(MP-GO), o acusado cometeu diversos crimes contra a esposa de 2009 a 2022. Ele
teria estuprado a mulher, a obrigado a ter relações sexuais com outras pessoas
e até com animais. Os estupros, segundo o MP, eram filmados sem a autorização
da vítima. A esposa do suspeito também era ameaçada com uma machadinha. Eles
conviveram como casal por 21 anos.
A denúncia do MP também acusa o réu de controlar ”ações,
comportamentos, crenças e decisões, mediante ameaça, constrangimento,
humilhação, manipulação, chantagem e ridicularização” da vítima. A condenação
inclui também ameaças à filha do casal. O pai teria dito à jovem que "tem
pai que mata filho". Por meio de redes sociais, o réu teria também
assediado a filha. O homem está preso desde 7 de outubro de 2022, tempo que vai
ser contabilizado na pena determinada pela Justiça.
A então defesa do homem afirmou que não teve acesso a provas
periciais e por isso estava se baseando apenas nos depoimentos das vítimas como
provas da acusação. O advogado do réu também teria dito que a prisão e a busca
e apreensão de objetos foram feitas sem acusado como vídeos pornográficos da
vítima e mensagens de ameaça contra ela e a filha. A Segunda Vara Criminal de
Goianésia informou para O POPULAR nesta quinta-feira (14), que o condenado não
tem defensor. O que o defendia era nomeado e renunciou. O nome do condenado não
foi divulgado.