O Ministério de Minas e Energia descartou a volta do horário
de verão neste ano. A informação foi divulgada em coletiva de imprensa com o
ministro Alexandre Silveira, nesta quarta-feira, 16 de outubro. “Temos a
segurança energética assegurada e um início de processo de estabelecimento da
nossa condição hídrica”, garantiu.
Segundo ele, a situação dos reservatórios não exige a
retomada do regime. “O Comitê se reuniu dez vezes para discutir efetividade e
imprescindibilidade da decretação do horário de verão e hoje chegamos a
conclusão de que não há necessidade de decretação do horário de verão para esse
verão”, disse.
O horário de verão foi suspenso pelo então presidente Jair
Bolsonaro (PL) em 2019. À época, ele disse que a medida, que promovia a mudança
nas horas entre os meses mais luz solar, não tinha benefícios. Até então, a
mudança no relógio em 1 hora ocorria, normalmente, de novembro a fevereiro.
Levantamento feito pelo portal Reclame Aqui e pela
Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel) mostra que o horário de
verão é bem-visto pela maioria das pessoas. De acordo com a pesquisa, feita com
três mil pessoas, 54,9% dos entrevistados são favoráveis à mudança nos relógios
ainda este ano.
Deste total, 41,8% dizem ser totalmente favoráveis ao
retorno do horário de verão, e 13,1% se revelam parcialmente favoráveis. Ainda
segundo o estudo, 25,8% se mostraram totalmente contrários à implementação; 17%
veem com indiferença a mudança; e 2,2% são parcialmente contrários.
Os maiores índices de apoio foram observados nas regiões
onde o horário era adotado: Sul, Sudeste e Centro-Oeste. No Sudeste, 56,1% são
a favor da mudança, sendo 43,1% favoráveis e 13% parcialmente favoráveis.