Durante a época de seca em Goianésia, os ipês se destacam
pelas ruas e avenidas da cidade. No meio do cenário opaco e sem chuva há várias
semanas, as flores de variadas cores chamam a atenção de quem não consegue
passar sem admirar uma das principais árvores do cerrado brasileiro.
"Nós temos o roxo, o rosa, o amarelo e o branco. São
ciclos diferentes. A gente percebe que o roxo e o rosa eles florescem primeiro,
vem o amarelo e, depois, vem o branco. Isso aí é cíclico mesmo, não tem nenhuma
ligação”, explica a engenheira sanitarista ambiental, Andreliz Souza.
Nos parques, nas ruas, entre os prédios, na porta de casa e
até no reflexo do carro é possível admirar as flores. São dez espécies de ipês,
de cores diferentes. Para ficar frondosa, a árvore precisa de muita energia.
Por isso perde as folhas e se concentra na multiplicação das flores.
“Antes de florir o ipê perde todas as folhas, que é uma
forma que a natureza encontrou de driblar todo esse estresse hídrico que a
planta passa para poder florescer, economizando energia. Ela é bem intensa, em
uma época de seca, não tem água, não tem chuva, então, ela precisa economizar
energia, perdendo as folhas para poder florescer”, contou.