A Justiça revogou há pouco a ordem de prisão da juíza Andréa
Calado da Cruz contra o cantor sertanejo Gusttavo Lima, que está em Miami e
sequer chegou a ser detido. A decisão é do desembargador Eduardo Guilliod
Maranhão, da 4ª Câmara Criminal do Recife. Eduardo também anulou a suspensão do
passaporte e do registro de arma de fogo do cantor, entre outras medidas
cautelares que haviam sido impostas pela juíza.
A ordem de prisão aconteceu no âmbito da Operação
Integration, que prendeu também a influenciadora e advogada Deolane Bezerra. A
juíza havia acatado pedido da Polícia Civil de Pernambuco e rejeitado
argumentos do Ministério Público de Pernambuco, que, na sexta-feira, 20 de
setembro, havia pedido a substituição de prisões preventivas por outras medidas
cautelares.
“É imperioso destacar que Nivaldo Batista Lima [nome
verdadeiro de Gusttavo Lima], ao dar guarida a foragidos, demonstra uma
alarmante falta de consideração pela Justiça. Sua intensa relação financeira
com esses indivíduos, que inclui movimentações suspeitas, levanta sérias
questões sobre sua própria participação em atividades criminosas. A conexão de
sua empresa com a rede de lavagem de dinheiro sugere um comprometimento que não
pode ser ignorado”, escreveu a juíza Andréa Calado.