Antes mesmo de qualquer caso ser registrado em Goiás, bares, casas noturnas e promotores de festas já entraram em campo para blindar a própria imagem. Em grupos de WhatsApp, empresários discutem o risco de que a crise das bebidas adulteradas em São Paulo afete também o mercado local. O medo é de perder a confiança do público.
Em uma das ações, uma nota conjunta, publicada em redes sociais, os estabelecimentos buscam esclarecer que a compra de destilados é feita exclusivamente de distribuidores oficiais, sempre com nota fiscal e lacre de fábrica. Como fez o atacarejo de bebidas, Posto das Bebidas, que postou nas redes sociais um comunicado para tranquilizar seu público.
A estratégia é agir rápido, reforçando a transparência. “Nunca tínhamos visto falsificação com metanol, o que se via era bebida mais barata em garrafa de produto caro”, relata João Paulo Castanheira, responsável pelas compras do Posto das Bebidas. “Logo após a divulgação, fomos procurados por vários clientes preocupados. Procuramos tranquilizá-los mostrando nota fiscal e reforçando que compramos apenas de distribuidores oficiais. Também publicamos uma nota oficial no Instagram para dar transparência”, completou.
As medidas não pararam por aí. “Ontem mesmo (quarta-feira), em parceria com a ABBD e a Abrasel, fizemos um treinamento sobre bebidas adulteradas com nossa equipe e disponibilizamos o link para a sociedade em geral. Solicitamos aos fornecedores uma carta de anuência e estamos produzindo um material para divulgar, com todos os ensinamentos”, detalha Castanheira.