notícia Moraes: ‘acham que estão lidando com gente da laia deles, mas não estão’ 02-08-2025 Moraes: ‘acham que estão lidando com gente da laia deles, mas não estão’

O Supremo Tribunal Federal (STF) realizou, nesta sexta-feira (1º), a primeira sessão plenária desde que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, estabeleceu sanções contra ministros da Corte – em especial, Alexandre de Moraes. Moraes inclusive discursou e recebeu apoio de colegas como Luís Roberto Barroso e Gilmar Mendes.

 

“Covarde, porque esses brasileiros pseudopatriotas encontram-se foragidos e escondidos fora do território nacional. Não tiveram coragem de continuar no território nacional”, disse Moraes. “Acham que estão lidando com pessoas da laia deles, acham que estão lidando também com milicianos, mas não estão. Estão lidando com ministros da Suprema Corte Brasileira. Engana-se essa organização ao esperar que a permanência e continuidade dessa torpe coação possa, de alguma forma, gerar uma covarde rendição dos poderes constituídos brasileiros”.

 

O ministro continuou: “esses réus investigados brasileiros que estão induzindo, instigando e auxiliando a prática dessas condutas nefastas contra a sociedade brasileira, criminosas contra as autoridades públicas, não estão só ameaçando, coagindo autoridades públicas, ministros do Supremo Tribunal Federal. Também fazem isso diariamente nas redes sociais ameaçando as famílias dos ministros do Supremo Tribunal Federal, do Procurador-Geral da República, em uma atitude costumeiramente afeita a milicianos do submundo do crime, que atacam as autoridades os familiares das autoridades”.

 

Moraes afirmou que a pressão política e social contra os poderes Judiciário e Legislativo tem a finalidade ilícita de fortalecer interesses pessoais. “E digo, coação contra o Poder Legislativo também. Pasmem um dos brasileiros investigado e foragido, recentemente, nessa semana dirigiu ameaças diretas aos presidentes da Câmara dos Deputados, Hugo Motta, e do Senado Federal, Davi Alcolumbre. Ou votam anistia, ou as tarifas vão continuar”.