O Rio de Janeiro pode ganhar uma estátua em homenagem ao
apresentador Silvio Santos no bairro da Lapa. A ideia surgiu após um perfil no
X chamado “Então Pronto!” sugerir a iniciativa ao prefeito Eduardo Paes. O
post, feito no sábado, 17 de agosto, dizia que a estátua seria um tributo ao
“maior de todos os apresentadores” e que atrairia turismo e alegria. Em
resposta, o prefeito confirmou que a prefeitura já está em contato com o
cartunista Ique para discutir o projeto.
Silvio Santos, um dos maiores ícones da TV brasileira,
fundou o Sistema Brasileiro de Televisão (SBT) e marcou a cultura do país. Ele
faleceu neste sábado, aos 93 anos, em São Paulo, após 17 dias internado no
Hospital Albert Einstein.
Nascido em 12 de dezembro de 1930, no bairro da Lapa, Rio de
Janeiro, Silvio, cujo nome de batismo é Senor Abravanel, era filho de
imigrantes judeus sefarditas. Ainda adolescente, começou a vender capinhas
plásticas para títulos de eleitor nas ruas, mostrando desde cedo seu espírito
empreendedor.
Com uma voz marcante, Silvio conseguiu um teste na Rádio
Guanabara, mas o salário não foi suficiente para deixar a vida de camelô. Aos
18 anos, começou seu primeiro negócio: um serviço de alto-falante nas barcas
que cruzavam a Baía de Guanabara.
Aos 20 anos, mudou-se para São Paulo e começou a apresentar
espetáculos e sorteios em caravanas de artistas. Na Rádio Nacional, conheceu
Manoel de Nóbrega, criador da “Praça da Alegria”. Silvio assumiu o Baú da
Felicidade, uma empresa de venda de brinquedos, que em 1962 se tornou o Grupo
Silvio Santos, expandindo para financiar eletrodomésticos, carros e até casas.
Em 1969, o grupo lançou o Banco PanAmericano.