Um promotor de Justiça do Ministério Público de Goiás (MPGO)
causou não somente revolta mas também provocou a anulação de um júri após
chamar uma advogada de “feia”. O caso aconteceu na última sexta-feira, 22 de
março, durante um julgamento no Plenário do Tribunal do Júri em Alto Paraíso de
Goiás.
“Não quero beijo da senhora. Se eu quisesse beijar alguém
aqui, eu gostaria de beijar essas moças bonitas, e não a senhora, que é feia”,
disse Douglas Roberto Ribeiro de Magalhães Chegury para advogada criminalista
Marília Gabriela Gil Brambilla.
Mesmo com o protestos das pessoas que estavam no local, o
promotor voltou a ofender a advogada. “Mas é óbvio. Só porque eu reconheci aqui
que esteticamente… Eu menti? Tecnicamente ela não é uma mulher bonita”.
Marília pediu pela prisão do promotor. Por deliberação do
juiz presidente do júri, Felipe Junqueira d’Ávila Ribeiro, a sessão foi anulada
após uma das juradas se retirar do plenário.
“Conforme acima relatado, durante a presente sessão
plenária, após discussão entre membro do Ministério Público e uma das advogadas
de defesa ao longo dos debates, uma jurada se levantou e se retirou do
plenário, afirmando que não queria mais participar”, diz a ata de julgamento do
júri.
Procurado, o MP-GO disse que “os fatos serão apurados pelos
órgãos disciplinares competentes”.