O alto número de focos de incêndio em áreas de vegetação, as
nuvens de fumaça no céu das cidades e a dificuldade dos órgãos de meio ambiente
de reagir ao momento crítico com eficiência fizeram a avaliação do governo Lula
no meio ambiente cair.
De acordo com o instituto Ipec, 44% consideram que a gestão
de Lula é ruim ou péssima nesta área, 11 pontos a mais do que no levantamento
de abril. O período foi marcado por enchentes no Rio Grande do Sul e, mais
recentemente, por queimadas que atingem diversos estados, e principalmente
biomas como a Amazônia e o Pantanal, em meio à pior seca já registrada no país.
A reprovação ao desempenho do governo no meio ambiente
cresceu mais nas regiões Norte e Centro-Oeste, onde se localizam esses dois
biomas, e no interior do país, mais atingido por queimadas. No Norte e
Centro-Oeste, o índice de avaliação “ótimo” caiu de 36% para 27% desde abril. O
“regular” foi de 28% para 22%. E o “ruim ou péssimo” subiu de 34% para 48%.