Na última semana, a Anglo American admitiu a possibilidade
de vender ativos da multinacional no mundo todo. A declaração já repercutiu em
municípios de Goiás onde a Anglo opera, como Niquelândia e Barro Alto. Uma
oferta da rival BHP Billiton já teria sido recusada.
“Esperamos que um negócio radicalmente mais simples
proporcione criação de valor adicional sustentável, através de uma mudança
radical no desempenho operacional e na redução de custos”, disse o CEO da
empresa, Duncan Wanblad. A reestruturação reduzirá os custos da companhia em
US$ 1,7 bilhão, segundo o executivo.
Com ativos em commodities que vão desde minério de ferro até
platina e diamantes em vários continentes, a Anglo é uma das empresas de
mineração mais diversificadas do mundo. No entanto, más apostas teriam
consumido os lucros.
A multinacional informou que irá desmembrar a subsidiária de
platina, a Anglo American Platinum; se desfazer da unidade de diamantes, a De
Beers; vender os ativos de coque; e analisar opções para a operação de níquel.
Cobre, minério de ferro e fertilizantes permanecerão no foco da companhia.
De acordo com veículos de comunicação de Niquelândia, na
quinta (16) representantes da Anglo American se reuniram com o prefeito de
Niquelândia, Fernando Carneiro, e explicaram que a crise no preço do níquel
estaria por trás da necessidade de considerar alternativas como a paralisação
temporária ou a venda das operações no Brasil.