O Brasil tem um novo sistema de cobrança de impostos sobre o
consumo de produtos e serviços. A aprovação definitiva da reforma tributária
pela Câmara dos Deputados na última semana – após mais de 30 anos de tentativas
–, impõe mudanças significativas ao poder público, às empresas e aos
consumidores. O presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL),
classificou a aprovação da reforma como histórica.
"O parlamento, de maneira geral, entregou ao país, um
texto possível, longe do ideal de cada segmento, porque todo mundo queria sua
reforma tributária, mas ela veio para fazer o Brasil se inserir num contexto
diferente, com mais oportunidades de investimentos, com mais serenidade na
maneira de você calcular o seu futuro, com simplificação e com segurança
jurídica."
Modelo IVA
A proposta substitui os cinco principais impostos sobre o
consumo por três novos tributos. IPI, PIS e Cofins (federais) dão origem à
Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS). Já ICMS (estadual) e ISS (municipal)
dão lugar ao Imposto sobre Bens e Serviços (IBS). O texto também cria um
Imposto Seletivo (IS), que vai incidir sobre bens e serviços tidos como
prejudiciais à saúde e ao meio ambiente.
A CBS será o imposto cobrado pelo governo federal, enquanto
o IBS será arrecadado de forma conjunta por estados e municípios. A adoção de
ambos os tributos se inspira no Imposto sobre Valor Agregado (IVA), modelo
presente em cerca de 170 países. Por ser composto por CBS e IBS, o IVA
brasileiro foi batizado de "IVA Dual".