A secretária municipal de Educação de Goianésia, Elisandra
Menezes, falou na manhã desta segunda-feira, 27 de novembro, em entrevista à Rádio
RVC, respondendo sobre a paralização do Sintego, prevista para acontecer nesta
terça-feira, 28 de novembro. Em entrevista, ficou confirmado que não foi
concedido o pagamento até o momento, e que a prefeitura espera o Governo Federal
para que o valor seja pago, e que aqueles que participarem do movimento serão
identificados.
De acordo com Elisandra Menezes, está sendo feito uma
investigação para identificar quem participará deste movimento liderado pelo
Sintego: “Nós faremos um documento para identificar quais as unidades e quais
os profissionais que estarão aderindo à paralização”, disse. Segundo a chefe da
pasta, quem participar será substituído, a fim de que haja aula normalmente.
“Nós não estamos aqui para negligenciar o direito de ninguém,
mas também o aluno tem o direito a aula. Vai sim ter aula para nossos alunos”,
afirmou Elisandra, contrariando a Rosária Nogueira, presidente da Regional Sindical
Goianésia/Jaraguá. O sindicato confirmou a paralização e enviou ao Ministério
Público um ofício pedindo ajuda para receber os valores que a prefeitura ainda
não realizou pagamento.
“O prefeito pagou apenas 7,43% retroativos a janeiro, mas
ficou faltando 7,52% ainda”, disse o documento entregue ao Ministério Público.
O ofício nº 93/2023 ainda cita que “o Sintego buscou incansavelmente um diálogo
com o prefeito Leonardo Menezes (PSDB) e, também, com a secretária municipal de
Educação, Elisandra Menezes, entretanto, a reivindicação já está prestes a
completar um ano no fim de 2023”, e que por conta do atraso, a alternativa que
restou aos servidores da educação é a paralização, aponta o documento.