Há 11 anos, Goiânia era cenário de uma série de crimes brutais que transformaram a rotina das mulheres da cidade em um ciclo de medo. Um motociclista escolhia vítimas ao acaso, se aproximava e disparava a queima-roupa antes de desaparecer.
Entre janeiro e agosto de 2014, ao menos 15 mulheres foram assassinadas com o mesmo modus operandi pelo serial killer — crimes que só mais tarde seriam atribuídos a Tiago Henrique Gomes da Rocha.
Tiago, então com 26 anos, trabalhava como vigilante em um hospital e levava uma vida aparentemente normal. Alto, de postura discreta, não levantava suspeitas entre colegas. Mas era atrás do capacete preto e sobre uma moto com placas furtadas que ele revelava seu lado mais sombrio. As vítimas eram mortas a tiros, sem qualquer motivação aparente. Em comum, apenas o fato de serem mulheres.
A primeira delas foi Beatriz Cristina Oliveira Moura, de 23 anos, assassinada quando saía para comprar pão em um domingo de manhã, no Setor Nova Suíça. Outras mortes se seguiram em diferentes bairros da capital, como Cidade Jardim, Vila Redenção e Sudoeste. As investigações apontaram que a arma usada nos crimes havia sido furtada da empresa de segurança onde Tiago trabalhava.