A Polícia Civil de Goianésia através do Grupo de Repressão
Patrimoniais cumpriu um mandado de prisão, em desfavor de um homem de 29 anos,
suspeito de praticar o crime de estelionato, contra várias pessoas na cidade. O
mandado foi cumprido no Residencial Park Solar, em Goiânia, onde atualmente ele
residia.
Responsável pelas investigações, a Delegada Alanna Duarte,
explicou que somente em Goianésia há aproximadamente 20 vítimas do suspeito,
que se encontrava foragido desde março, quando chegaram as denúncias na
delegacia, mais precisamente no dia 13, data em que 20 pessoas procuraram a
delegacia e registraram que haviam sido vítimas de um golpe aplicado por
Hoeberson Rodrigues Lima (Autorização judicial para expor imagem e qualificação
com o fim de identificar outras vítimas).
Na ocasião, as vítimas relataram que o suspeito se
apresentava como gestor da empresa HS Engenharia e que estaria recrutando
funcionários para trabalhar em uma grande empresa multinacional com sede na
região. Assim, as vítimas eram ludibriadas a entregar documentos pessoais e
pagar para realizar exames médicos, além disto, elas eram assessoradas por um
suposto André, que também se apresentava como gestor da empresa HS Engenharia.
De acordo com a denúncia, os contatos com André eram
realizados somente através do Whatsapp, e em nenhum momento, alguma vítima
chegou a ter contato com esses gestores, no entanto, André solicitava os
documentos pessoais das vítimas e pedia para realizar um depósito em conta da
HS Engenharia alegando que seria para exame PCR-COVID.
As investigações mostram ainda que após o pagamento dos
exames, “os suspeitos” ficaram postergando, dizendo que precisariam fazer os
uniformes, inclusive, as vítimas chegaram a comparecer em um estabelecimento
comercial, onde supostamente estariam os uniformes, no entanto, foram
informados pelo proprietário, que nunca havia realizado venda de uniformes para
tal empresa de engenharia.
Em um grupo de WhatsApp, criado pelas vítimas, foram
iniciadas as tratativas diretamente com
Hoeberson, até que em 26 de março, o suposto André colocou no grupo que haveria
uma palestra de interação na Empresa Multinacional no dia seguinte, assim
sendo, eles deveriam esperar o ônibus da empresa na Avenida Contorno, para
então deslocarem até a empresa, situada na região, para participarem da
Palestra.
No dia seguinte, aproximadamente 23 pessoas foram para os
pontos estabelecidos na Avenida Contorno, chegando por volta das 05h30. De
acordo com as vítimas, elas aguardaram por cerca de duas horas, porém, o ônibus
não apareceu e desde então, Hoeberson bloqueou o Whatsapp e apagou todas as
redes sociais. Já André, apesar do Whatsapp não ter sido bloqueado, deixou de
responder às mensagens.
Durante as investigações, os policiais descobriram, que na
verdade, o suposto André nunca existiu, e que o próprio Hoeberson se passava
por André para enganar as vítimas.
A polícia informou também, que Hoeberson Rodrigues possui
uma vasta ficha criminal, respondendo por diversos crimes de estelionatos. Ele
chegou a ser preso em 2021 por aplicar o mesmo golpe, o golpe da falsa
contratação de emprego, no entanto, após ser colocado em liberdade, no final de
2022, voltou a praticar o mesmo crime no início de 2023.
Desde o cometimento do crime em Goianésia, o suspeito se
encontrava foragido, mas ciente que havia um mandado de prisão em seu desfavor.
Ele chegou a entrar em contato com uma autoridade policial alegando que iria se
entregar, mas era apenas para ganhar tempo e conseguir fugir da polícia.
Em diligências ininterruptas desde o dia dos fatos, os policiais
civis lotados no GEPATRI conseguiram localizar e identificar o atual endereço
do investigado na terça-feira, 06, e desde então estavam o acompanhando. Assim,
na quarta-feira, 07, ele foi preso saindo de sua residência, possivelmente para
fugir do local, pois suspeitava que policiais estavam à espreita para
prendê-lo.
Uma vez detido, Hoeberson Rodrigues foi conduzido para a
Delegacia de Goianésia, e após os trâmites legais, levado para a Unidade
Prisional, ficando à disposição do Poder Judiciário.